Vacinação contra a gripe é prorrogada até o dia 22 de junho

Baixa procura fez com que autoridades sanitárias adiasse fim da campanha

Quem faz parte do grupo prioritário para receber a vacina da gripe e ainda não se imunizou terá mais uma semana para procurar uma unidade de saúde e receber a sua dose. O Ministério da Saúde prorrogou o fim da campanha contra a gripe, que terminaria nesta sexta-feira (15/6), para o dia 22 de junho, próxima sexta-feira.

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba (SMS) seguirá a orientação do Ministério, disponibilizando, por mais uma semana, em 110 unidades básicas de saúde da capital, a vacina da gripe para o público prioritário (veja a lista das unidades de saúde). O atendimento para a vacina é feito de segunda à sexta-feira, em horário comercial, das 8h às 18h.

A expectativa do Ministério da Saúde é aumentar, em todo o Brasil, a cobertura no grupo de risco, que é aquele mais suscetível a ter complicações em caso de gripe. A escolha dos grupos prioritários para a vacinação contra a gripe segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias.

Em Curitiba, a cobertura da população prioritária está em 79% da meta. Assim como em todo o país, as crianças de seis meses a menores de cinco anos, as gestantes e os doentes crônicos são os grupos que apresentam menor cobertura, com 52,8%, 55% e 55,1%, respectivamente.

“A orientação é para que os doentes crônicos, gestante e pais com filhos na faixa etária indicada procurem as unidades de saúde nestes últimos dias de campanha e aproveitem para fazer a vacina”, disse o diretor do Centro de Epidemiologia de Curitiba da SMS, Alcides Oliveira.

De acordo com Oliveira, as gestantes ou os pais com dúvidas a respeito da vacina devem procurar diretamente a unidade de saúde para esclarecer. Não há necessidade de as gestantes e as crianças na faixa etária indicada passarem por consulta médica para a prescrição da vacina, uma vez que ela faz parte do calendário de vacinação. Já os doentes crônicos precisam apresentar a prescrição médica, caso não façam acompanhamento na unidade de saúde.

Oliveira ressalta que a vacina é segura, feita com vírus morto e fragmentado. Ou seja, não é capaz de provocar a doença. “A vacina é contraindicada apenas para quem apresentou reação em doses anteriores ou tenha alergia grave ao ovo de galinha e derivados”, explica.

Essa já é a terceira vez que a campanha é prorrogada pelo Ministério da Saúde. Até o dia 22 de junho, a prioridade nas doses permanece sendo para os grupos definidos pelo Ministério da Saúde. Depois disso, se houver doses remanescentes, elas serão disponibilizadas gradualmente ao restante da população.

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