Ex-diretor-geral da Assembleia é condenado a 255 anos de prisão

Além da cadeia, Bibinho terá que pagar multa de R$ 1,5 milhão

O ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Abib Miguel, conhecido como Bibinho, foi condenado a 255 anos e seis meses de prisão por 59 atos de lavagem de dinheiro, entre 2000 e 2010. A decisão, da qual cabe recurso, é do juiz José Daniel Toaldo, da 4ª Vara Criminal de Curitiba.

Além da pena de reclusão, ele foi condenado a pagar cerca de R$ 1,5 milhão - referente a 1.250 dias-multa, de acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR). A decisão judicial foi proferida na sexta-feira (8).

Conforme a decisão, os crimes de lavagem de dinheiro foram cometidos por uma organização criminosa comandada por Bibinho. Dos 11 denunciados pelo MP-PR, outras sete pessoas foram condenadas - entre elas, a mulher, duas filhas e um filho de Bibinho -, duas absolvidas e uma morreu durante o processo.

Os oito condenados também estão proibidos de exercer cargo ou função pública. A sentença decretou ainda o ressarcimento dos prejuízos aos cofres públicos e a perda de bens do ex-diretor-geral, de empresas dele e de terceiros envolvidos nos fatos.

"Verificou-se, nos presentes autos, que os réus (totalizando em 8 integrantes) eram estrututalmente ordenados e dividiam tarefas entre si, com o objetivo de obter vantagem financeira por meio da lavagem de dinheiro público desviado", diz trecho da decisão.

No total, de acordo com a decisão, foi decretada a perda de 114 imóveis, 70 veículos, maquinários e valores em dinheiro. A maioria dos bens, segundo a sentença, está registrada em nome de Abib Miguel, de familiares e de empresas criadas por ele.

31 de outubro de 2020

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