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Legista é demitido por falsa perícia no caso Renata Muggiati

Investigação apontou que Daniel Colman emitiu laudo com conclusão falsa

O médico-legista Daniel Colman do Instituto Médico-Legal (IML) em Curitiba foi demitido do cargo por ter emitido um laudo de exame de necropsia com conclusão falsa quanto à causa da morte da fisiculturista Renata Muggiati, em 2015.

O decreto de demissão, assinado pela governadora Cida Borghetti (Progressistas), foi publicado nesta sexta-feira (8) no Diário Oficial do Estado do Paraná. A decisão foi tomada com base no relatório final de um processo administrativo disciplinar, que apurou o caso.

O médico-legista foi o primeiro a fazer perícia em Renata, em setembro de 2015, quando ela foi encontrada morta depois de cair da janela do prédio onde morava, no Centro de Curitiba.

Colman havia atestado que a fisiculturista não tinha sido asfixiada antes da queda. Porém, outro laudo produzido depois por uma junta de médicos-legistas apontou o contrário.

Conforme o decreto, as provas juntadas pela comissão "comprova que o servidor processado não conduziu seus trabalhos técnicos de maneira adequada, ao afastar, conscientemente, os meios técnicos necessários para chegar ao resultado correto".

O documento mostra ainda que o legista não apresentou "justificativa plausível para essa conduta, quer técnico-científica ou pessoal, mesmo sendo-lhe franqueada a possibilidade de retratação, incorrendo".

Colman também foi indiciado pela Polícia Civil por causa da falsa perícia. Após o indiciamento, em abril de 2018, a Direção da Polícia Científica do Paraná havia informado que ele seria afastado das funções.

No relatório da Delegacia de Homicídios de Curitiba (DHPP), assinado pela delegada Aline Manzatto, a conclusão é a de que "há provas consistentes da prática, dolosa, ou seja, intencional, da autoria do crime de falsa perícia".

O inquérito também tem informações de testemunhas sigilosas. Uma delas afirmou à polícia que ouviu Raphael Suss Marques, namorado acusado de matar a fisiculturista, dizer: "Estou tranquilo, tá tudo certo, já paguei o perito. Paguei bem, R$ 350 mil".

A delegacia destacou que há fortes indícios de que houve corrupção atrelada ao crime de falsa perícia.

28 de novembro de 2020

Site de Notícias de Curitiba / Paraná

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