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Beto Richa grava vídeo para negar acusações

Ex-governador disse que Fanini quer envolver outros para se livrar

O ex-governador Beto Richa divulgou um vídeo, nesta quarta-feira, para rebater as acusações do ex-diretor-geral da Secretaria de Estado da Educação, Maurício Fanini, levadas à público pela RPC. Fanini foi preso na Operação Quadro-Negro, que apurava desvios de recursos na construção de escolas e em sua proposta de delação premiada, incrimina Beto Richa e outras figuras importantes ligadas ao ex-governador.

No vídeo, Richa afirma que o objetivo de Fanini é envolver o máximo de pessoas para diminuir a pena “pelos crimes cometidos e já confessados à Justiça”. Richa também criticou a reportagem da RPC. "A exploração sequencial e seletiva desses casos parece obedecer a um bem arquitetado plano para dar volume a um noticiário escandaloso justamente às vésperas de mais uma campanha eleitoral", reclamou.

"São versões passadas por criminosos confessos que buscam reduzir suas culpas e espalhar seus mal-feitos com a intenção inconfessável de arrastar para cena do crime pessoas honestas", disse.

"Estou pronto para seguir em frente e preparado para responder com fatos e argumentos aos detratores de plantão. Estou pronto para a luta', finalizou.

Na proposta de delação – cujo acordo ainda não foi fechado - Fanini afirma ter intermediado pagamentos de propina para o ex-governador entre 2002 e 2015. O esquema teria começado quando Richa era vice-prefeito e secretário municipal de Obras na gestão do então prefeito Cássio Taniguchi e retomado nas campanhas do tucano para o governo do Estado. Segundo o ex-diretor, o dinheiro também teria custeado gastos pessoais do ex-governador como viagens e a compra de um apartamento para o filho mais velho de Beto Richa, Marcello Richa. Fanini diz ainda ter tratado da arrecadação de recursos para campanha diretamente com o ex-governador.

Segundo Richa, a compra do apartamento de seu filho Marcello “foi realizada de forma regular, com recursos próprios e transferência bancária, sem a utilização de dinheiro vivo, o que foi esclarecido também pelo vendedor do apartamento, que foi ouvido duas vezes pelo Ministério Público Estadual”.

De acordo com o ex-governador, também não procede a informação de que sua esposa, a secretária de Estado da Família, Fernanda Richa, teria pedido a Fanini US$ 1 mil para uma viagem de seu outro filho André ao Peru. “Quem nos conhece sabe que não precisamos disso e a afirmação beira o absurdo”, disse.

3 de dezembro de 2020

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