Quando a poesia precede o fim, arte de Florbela Espanca

Florbela Espanca, portuguesa, referida por Fernando Pessoa como “Alma sonhadora / Irmã gémea da minha!”

Ela teve muito a dizer a respeito de dores pessoais e inquietações do espírito, tendo levado uma vida bastante conturbada e marcada por eventos traumáticos. Nascida em 8 de Dezembro de 1894 e falecida no dia de seu aniversário no ano de 1930.

Florbela foi uma das primeiras mulheres em Portugal a receber instrução superior, ao iniciar estudos no Liceu Masculino André de Gouveia, em Évora. Já em 1913, ela se casou com um colega de escola. Trabalhou como jornalista, e escreveu alguns contos durante sua vida. Matriculou-se no curso de Direito da Universidade de Lisboa, mas não chegou a concluir o curso.

Sofreu um aborto, e com isso a escritora passou a apresentar sinais de desequilíbrio mental. Em 1919, ela lançou seu primeiro livro, chamado “Livro de Mágoas”, composto unicamente de sonetos.

Tempos mais tarde, passou a viver com outro homem, mas ainda casada com seu colega de escola. Logo veio a publicar seu segundo volume de poemas, financiado por seu pai. As dificuldades financeiras viriam a desempenhar um significativo papel em sua vida.

Em 1925, se divorciou pela segunda vez. Pouco tempo depois, o irmão da escritora morreu em um acidente de avião, e, em 1928, ela tenta o suicídio pela primeira vez.

Florbela, que, mesmo perturbada constantemente, nunca deixou de escrever, tentaria o suicídio mais duas vezes: uma em Outubro, outra em Novembro de 1930, às vésperas do lançamento de seu livro “Charneca em Flor”.

Ela foi diagnosticada com um edema pulmonar, e, no dia em que completaria trinta e seis anos, veio a falecer em decorrência de uma overdose de barbitúricos.

Antes disso Florbela finalizou um de seus poemas, intitulado “Amar”, dando voz aos sofrimentos de todas as poetas que encontrariam um fim como o dela:

“E se um dia hei de ser pó, cinza e nada

Que seja a minha noite uma alvorada,

Que eu saiba me perder

Pra me encontrar”.

(Fonte: Obvious)

Existe um filme biográfico que conta a história dessa poetiza, chamado “Florbela”. Lançado em 2014, com a direção de Vicente Alves do Ó.

Sinopse - A poetisa Florbela Espanca (Dalila Carmo) não consegue levar uma vida de dona de casa e esposa em uma região rural. Seu desejo de descobertas leva-a a acompanhar o irmão Apeles na grande Lisboa, onde pode enfim conhecer tudo o que desejava: festas, amantes, movimentos populares... Embora o marido tente trazê-la de volta, e o irmão seja obrigado a partir, Florbela sente que encontrou seu lugar. Nesta cidade surge a inspiração para os seus maiores poemas.

Assista o trailer

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28 de Fevereiro de 2021

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