Brasil suspende venda de frango à União Europeia

Medida atinge os frigoríficos de Concórdia, Chapecó e Capinzal

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento anunciou nesta sexta-feira (16) a suspensão temporária das exportações de carne de frango da empresa BRF para a União Europeia. A medida atinge três plantas frigoríficas de Santa Catarina, localizadas nos municípios de Concórdia, Chapecó e Capinzal, que ficam impedidas de vender para o bloco europeu.

A medida é preventiva e temporária, enquanto o país presta esclarecimentos sobre as denúncias da terceira fase da Operação Carne Fraca, informou o ministério. “Na próxima semana, técnicos do Ministério da Agricultura irão até Bruxelas para reunião com autoridades sanitárias da União Europeia. A expectativa é que, após o encontro, a medida seja reavaliada”, diz nota divulgada pela pasta.

Santa Catarina é o segundo maior produtor de aves do Brasil. No ano passado, a produção, cuja maior parte é destinada ao mercado externo, ficou em 2,1 milhões de toneladas. Segundo a nota, a carne de frango produzida e embarcada antes de 16 de março pode ser comercializada na Europa e consumida sem restrições.

A União Europeia é um importante mercado para a avicultura catarinense e respondeu, no ano passado, por 15,2% das exportações de carne de frango. No último ano, 147,8 mil toneladas do produto foram destinadas aos países do bloco europeu, gerando faturamento de US$ 364, 9 milhões.

Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa a avicultura e a suinocultura no país, manifesta confiança em uma "efetiva e imediata solução", pelo Ministério da Agricultura, para que se retomem as exportações. A nota destaca que o setor gera 4,1 milhões de empregos diretos e indireto no país, dos quais 100 mil ligados à BRF. Segundo a associação, a avicultura também contribuiu para o saldo positivo da balança comercial em mais de US$ 7 bilhões em divisas.

A associação destaca ainda que a parceria "de longa data" com a União Europeia, para cujos países exportou mais de 5 milhões de toneladas de carne de frango nos últimos 10 anos. "Nunca houve qualquer registro de problemas de saúde pública relacionados à carne brasileira. Não há, portanto, motivos concretos para impor embargos a qualquer empresa de nosso setor, especialmente tratando de fatos passados e que já foram corrigidos", afirma a nota.

25 de outubro de 2020

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