Polícia prende suspeito de atirar bombas contra rádio e TV

Morador de rua foi flagrado pelas câmeras de segurança

A Polícia Civil identificou e prendeu um homem, de 34 anos, suspeito de atentar contra duas empresas de comunicação de Curitiba em menos de dez dias. A prisão aconteceu no início da tarde desta quarta-feira (21/02), no bairro Pilarzinho. Jeremias Oliveira da Silva atirou coquetéis molotov contra a Band TV e a rádio 98.

Conforme investigações, o homem utilizou de uma bomba incendiária caseira, conhecida como “coquetel molotov” e jogou contra uma empresa de comunicação, localizada no bairro Vista Alegre. O ataque aconteceu no dia 15 deste mês, por volta das dez horas da noite e deixou o porteiro do local ferido – porém foi atendido rapidamente por uma equipe médica e não precisou ser encaminhado ao hospital.

Já o outro ataque aconteceu no final da tarde de terça-feira (20/02), contra outra empresa de comunicação, situada no bairro Mercês. Ocasião em que o suspeito agiu exatamente da mesma forma. O segurança do local foi atingido, porém não ficou ferido.

O delegado Leonardo Carneiro informa que a prisão do suspeito foi possível devido a um intenso trabalho de inteligência da equipe para identificar o suspeito. “As investigações não cessaram até localizarmos e responsabilizarmos o homem. Por meio de uma denúncia anônima conseguimos chegar até ele e conduzi-lo para a unidade”, afirma.

Para o delegado-titular do Cope, Rodrigo Brown, esse é um crime de grande gravidade, pois tenta intimidar empresas de comunicação, que possuem o direito a liberdade de expressão perante a lei. “Devido a gravidade do fato, prestamos todo apoio no atendimento a local de crime de ambas as situações e em todas as buscas realizadas com o intuito de localizar o suspeito”, finaliza.

Na delegacia o suspeito confessou o crime e alegou que o que motivou a realizar os ataques, seria porque se sentiu ofendido por funcionários das empresas.

O homem foi autuado por tentativa de homicídio continuada e qualificada, em razão da utilização de fogo e pela impossibilidade de defesa da vítima, bem como pelo crime de incêndio.

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