Prefeitura de Curitiba quer comprar 22 terrenos da Urbs


No dia 17 de novembro a Prefeitura de Curitiba protocolou duas proposições no Legislativo, com o objetivo de comprar 22 terrenos da Urbs, empresa que gerencia o transporte coletivo na cidade. A operação imobiliária entre os órgãos públicos custará R$ 16 milhões e, para ser realizada, precisa do aval dos vereadores de Curitiba. Um projeto de lei estipula quais terrenos, nos bairros CIC, Tarumã e Portão, podem vir a ser adquiridos pelo Executivo; o outro remaneja dentro do orçamento o dinheiro para a transação.

Para justificar a despesa de R$ 16 milhões, a prefeitura diz ter considerado três fatores. Teria pesado na decisão “a atual condição econômico-financeira da Urbs”, “o uso destes imóveis para implantação de futuros equipamentos públicos” e “o momento oportuno para investimento em imóveis”. “[A prefeitura] poderá ainda reorganizar suas estruturas públicas instaladas, reduzindo os dispêndios com aluguéis de imóveis de terceiros, utilizar tais áreas em negociações envolvendo o instituto da permuta, inclusive podendo fazer a integralização desses imóveis, a fim de compor um novo investimento de ativos imobiliários”, diz o prefeito Rafael Greca, que assina as proposições.

É no bairro do Tarumã que está localizada a maior parte dos terrenos postos à venda para a Prefeitura de Curitiba pela Urbs. São 20 lotes, próximos uns dos outros, que, quando somados, perfazem uma área de 10 mil m². Ela foi avaliada em R$ R$ 9,449 milhões – 59% dos valor da operação imobiliária objeto dos projetos de lei. Os lotes, para referência da localização, estão próximos à rua Dr. Heitor Valente, paralela à avenida Victor Ferreira do Amaral.

A segunda maior área, de 4.979,05 m², fica no bairro Cidade Industrial e foi avaliada em R$ 2,54 milhões. Por último, um lote único, de 1.981,7 m², no bairro do Portão, será vendido ao Executivo por R$ 3,96 milhões. Estas especificações constam no projeto de lei 005.00364.2017, que ainda não recebeu instrução técnica da Procuradoria Jurídica, delimitando por quais comissões temáticas ele irá tramitar antes de ser submetido ao plenário para deliberação dos vereadores.

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