Vereadora nega acusações e diz que foi agredida na rua


“Estou na causa [animal] há 11 anos, salvei muitas vidas; não é porque eu fui traída que vou deixar de ser a pessoa que eu sou”, afirmou a vereadora Katia Dittrich (SD), em depoimento, na tarde desta quinta-feira (9), à Comissão Processante que investiga a acusação de que ela supostamente exigia parte dos salários de ex-funcionários de seu gabinete. Para a parlamentar, a denúncia faz parte de um “complô” para cassá-la. Ela afirmou ainda que “nunca” pediu contribuição aos funcionários ou ficava com parte de salários.

Segundo o relator do colegiado, Osias Moraes (PRB), ele tem 5 dias para receber as notas taquigráficas, mais 5 dias para analisar e mais 5 dias para dar o parecer. “É possível que possamos pedir novas provas e também algumas pessoas que não foram ouvidas do gabinete.” Perguntado sobre a conclusão do processo, Moraes disse que “até o final do ano nós queremos dar uma resposta”.

À imprensa ela alegou que seus funcionários contribuem de “forma física”. “Faço eventos de adoção e preciso de gente que segure os cachorros, limpe os dejetos, me ajude a fazer fichas de vacinação, inscrição.” Afirmou também que vem sofrendo agressões na rua. “Pra imprensa que não sabe, a vereadora Kátia vai ao mercado, ela vai ao jogo de futebol, e o que acontece, ela já foi agredida no mercado, num jogo de futebol. Ou seja, eu fui condenada? Fui condenada? E por que que as pessoas estão fazendo isso comigo na rua? Eu não posso ir ao mercado? Eu não tenho quem faça mercado pra mim, eu sou uma pessoa de vida simples, tenho calo de vassoura na mão.”

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