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Maguila e Josmar Bueno Junior buscam patrocínios para o filme "Peso Pesado"


Na aposentadoria, de uma carreira de um peso pesado brasileiro no boxe e após ter de enfrentar a chamada "demência pugilística" pelos médicos, uma síndrome causada por frequentes golpes na cabeça, Maguila quer contar sua história no cinema. O ex-boxeador é sócio do cineasta Josmar Bueno Junior no filme "Peso Pesado". A luta de ambos agora é para conseguir patrocinadores.

O projeto foi aprovado pela Ancine (Agência Nacional do Cinema) para captar R$ 9 milhões. As negociações estão em curso com distribuidoras, serviços de VOD (tecnologia multimídia que permite que os espectadores selecionem vídeos on demand), além de canais abertos e fechados de televisão. A parceria que for firmada vai definir o formato final do filme, que poderá ser exibido nos cinemas convencionais ou na Netflix ou ainda na Amazon, por exemplo.


O diretor afirma que um dos motivos do atraso – o contrato foi assinado em 2013 – é a crise financeira que travou a economia brasileira nos últimos anos. Além disso, a produtora de médio porte (Livre Cine Produções) tem o desafio de captar recursos para o seu primeiro projeto. "A crise atrapalha um pouco, mas o projeto não parou nunca. É preciso contar a história deste herói popular", diz Josmar, que também foi o produtor executivo do filme "Como se tornar o Pior aluno da Escola", que estreia em outubro. "O Maguila brinca que vai mandar um abraço para todos que patrocinarem o projeto", conta.


Problemas médicos também atrasaram a obra. O próprio Maguila ficou internado por dois anos em três instituições diferentes. O avanço do filme é um retrato de sua própria recuperação. Além disso, o diretor de arte Clovis Bueno, que trabalhou com o diretor na primeira versão do roteiro, ficou doente e faleceu no meio da iniciativa.

"Peso Pesado" é apenas um round do projeto, que deve gerar ainda uma minissérie para a televisão. Além disso, pequenos documentários (webdocs) com passagens da vida do lutador que deixou os ringues em 2000 serão exibidos na internet. Josmar tem registros de bastidores, com uma visão pessoal sobre o atleta, pois acompanhou todos os momentos da vida do lutador nos últimos sete anos. No ano passado, o Estado encontrou o diretor registrando uma homenagem que Maguila recebeu do projeto social "Amanhã Melhor", coordenado por sua mulher Irani Pinheiro. Foi a reaparição do boxeador após a internação. Assim que conseguir a grana, a equipe calcula mais um ano e meio para colocar o filme nas telas.

A dificuldade para fechar patrocínio não parou o projeto. Ao longo do último ano, por exemplo, a equipe visitou Aracaju, terra natal de Maguila. O pesquisador Fernando Tucori, que está à frente das pesquisas históricas, conversou com familiares, amigos e rivais nos ringues.

É um projeto carregado de afetividade e de histórias familiares. O diretor é filho do ex-boxeador Josmar Bueno, um dos grandes amigos de Maguila e que acompanhou grande parte das suas 85 lutas. No início da carreira, com não tinha muitos laços familiares em São Paulo, Maguila ia na casa de Josmar pai para almoçar. Adorava rabada. Dos Estados Unidos, trouxe um dos primeiros videogames da vida do diretor, que se lembra de ser erguido no colo após as vitórias nos ringues – foram 77 ao todo, 61 por nocaute.

Já adulto, o diretor retribuiu os cuidados e facilitou a consulta de Maguila com o médico Renato Anghinah, coordenador do Núcleo de Neurologia do Hospital Samaritano, que foi decisiva para sua recuperação. Anghinah descobriu que Maguila sofria de demência pugilística e não de Mal de Alzheimer, como acreditavam outros especialistas. "É uma relação fraternal e paternal, sem dúvida. Sabemos tudo o que aconteceu na vida dele fora o personagem, fora a mídia", afirmou o diretor.


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27 de novembro de 2020

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