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O Regional tropicalismo de Daibert Amaral


Arlindo Daibert Amaral nasceu em Juiz de Fora em 1952 e faleceu em São Paulo em 1993. Ele foi um desenhista e gravador brasileiro. Formou-se em Letras pela Universidade de Juiz de Fora, a despeito de sempre ter tido como paixão o desenho, pelo que recebeu à época diversos prêmios. Foi no IV Salão de Verão no MAM, no Rio de Janeiro, em 1972, que fez sua primeira aparição com a apresentação ao grande público de suas gravuras e desenhos, muitos dos quais baseados no então reinante regionalismo brasileiro. Guimarães Rosa foi seu parceiro e inspirador em o "Grande Sertão: Veredas" jogou-o no realismo fantástico do regional tropicalismo que permeia seus desenhos e gravuras.

São 51 desenhos definitivos e diversos estudos, além de xilogravuras. Depois disso, o ilustrador e artista participou das obras "Macunaíma", de Mário de Andrade, e "Alice no País das Maravilhas" de Lewis Carrol. As ilustrações de Daibert que levaram o diretor Tim Burton a utilizar as cores de seu filme de 2010.

Tornou-se principal suporte e expoente do Salão de Arte Moderna do MEC, exposições coletivas nas galerias do IBEU, Galeria Real, e na exposição 50 Anos de Desenho Brasileiro, organizada pelo colecionador Gilberto Chateaubriand.

O prêmio Ambassade de France de 1974 deram ao artista peso internacional como um ilustrista contemporâneo, passando seus desenhos a serem objeto de coleção na Europa. Desde então, diversos leilões têm trazido suas obras, com preços crescentes e interesse renovado em uma forma de arte entendida apenas por alguns estudiosos, o desenho (em oposição à pintura).

Com o apoio de alguns investidores daquela cidade, em 1975 viaja para Paris e estuda técnica de gravura no atelier Calevaert-Brun, aprimorando sua técnica mas sagrando-se na original mélange de inspiração eminentemente urbana e brasileira com a violência de sua inserção no disputado mercado internacional de arte. A leveza do traço e alegria que continuaram a permear a obra consolidaram-se a partir de 1977 nas exposições do MAM/ RJ, Panorama do Desenho e Gravura no MAM/SP, Galeria Entreartes, São Paulo, Paris: Images/ messages d’Amérique Latine e individual em Brasília. Dessas obras obtém os prêmios “Melhor Desenhista” da APCD; “Prêmio Viagem ao Estrangeiro” no III Salão de Artes Plásticas, representa o Brasil na XV Bienal Internacional de São Paulo; R. J. Participou do Panorama do Desenho e a Gravura no MAM/SP; II Bienal Ibero Americana Cidade do México, Bienal de Cali, na Colômbia, e, publica na obra Drei Milliarden Perverse, R Winkler Verlag, 1980.

Voltando à cena europeia, agora já com o prestígio de obras não só expostas mas amplamente aceitas e leiloadas por somas vultosas, vai a Roma em 1981 como grande trunfo da delegação Latino Americana, voltando diretamente para o Uruguai onde arrebata o o “Prêmio de Aquisição” da Bienal de Maldonado no Uruguai; “Contempory Brasilian Engravings and Drawings” em Tel Aviv, Israel; Do Moderno ao Contemporâneo no MAM/ RJ e Fundação Calouste Gulbenbian, Lisboa.

Recentes leilões que incluíram as obras de Arlindo Diabert apresentaram um crescimento importante do valor arrecadado e despertaram o interesse de coleções italianas e francesas. Atualmente, desenhos individuais de Arlindo Daibert têm sido leiloados ou vendidos por aproximadamente USD 15.000,00



1 de dezembro de 2020

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