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Servidores invadem a Câmara pela quarta vez


Para protestar contra o pacote de Greca, servidores municipais invadiram pela quarta vez em 40 dias a Câmara Municipal. Na manhã desta quarta-feira (28), um grupo de aproximadamente 100 pessoas ocupou as galerias do Palácio Rio Branco, desrespeitando o limite de 28 pessoas estabelecido pelo Corpo de Bombeiros. A votação em segundo turno da nova meta fiscal e da proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias 2018 foi suspensa por volta das 9h30 e retomada às 11h45. Os dois projetos foram aprovados. Para entrar, os manifestantes passaram pelo portão externo e forçaram a porta que dá acesso ao segundo andar, mesmo com a orientação e as tentativas dos seguranças de conter a entrada. O episódio ocorreu após o presidente da Câmara, Serginho do Posto (PSDB), suspender a sessão para reunião de lideranças. Os servidores ocuparam as galerias durante mais de uma hora e gritaram palavras de ordem como “Eu acredito na luta”, “Resistência” e “Não tem arrego, você tira o meu direito e a gente tira o seu sossego”. Cédulas falsas foram jogadas das galerias sobre o plenário. Os vereadores da base do governo deixaram o plenário e se reuniram na sala de reuniões anexa à Presidência. Os parlamentares da oposição permaneceram no plenário por instantes. Os manifestantes decidiram deixar o Palácio Rio Branco, mas continuaram o protesto do lado de fora. Eles colocaram cruzes no gramado em frente ao prédio. Também havia faixas, varal com fotos de vereadores e um caixão simbólico. Os manifestantes deram a volta na quadra, isolando parcialmente a avenida Visconde de Guarapuava. Sobre todo esse cenário, Serginho do Posto disse à imprensa que “está na hora de o Executivo ter responsabilidade na gestão. Essa crise não foi causada pela Câmara. Quem provocou essa crise tem nome e sobrenome, porque já dava sinais há muito tempo, nas duas últimas gestões. E a Câmara mais uma vez assume a responsabilidade da gestão”, afirmou. Danos Durante o protesto nas galerias do Palácio Rio Branco, prédio histórico construído no século 19, manifestantes cantavam e pulavam. Numa vistoria preliminar do Corpo de Bombeiros, foram identificados danos ao patrimônio. Houve descolamentos do piso a ponto de caber um dedo entre o solo e o rodapé, da escada que se separou da parede e do lustre, que desceu cerca de um palmo do teto. Nova vistoria deverá ser feita para avaliar o comprometimento das estruturas. Essa foi a quarta vez que os servidores públicos municipais invadiram a Câmara Municipal. A primeira foi no dia 20 de maio, quando os vereadores da Comissão de Legislação avaliavam os projetos do chamado Plano de Recuperação. Na ocasião, parlamentares foram impedidos de entrar e sair da sala das comissões – a porta foi acorrentada. Buzinas e rojões foram usados pelos manifestantes (leia mais). As outras duas vezes, no dia 13 e no dia 20 deste mês, foram durante a votação em plenário dos quatro projetos que tramitaram em regime de urgência. Os servidores impediram os vereadores de votar, manifestações sucessivas que levaram a Secretaria de Segurança Pública do Paraná a sugerir sessões plenárias temporárias na Ópera de Arame.

26 de novembro de 2020

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