Vereadores de Curitiba votarão projetos polêmicos na Ópera de Arame


Depois de ter de cancelar sessões por duas vees, em função da invasão do plenário, os vereadores de Curitiba decidiram acatar a sugestão da Secretaria de Segurança e realiar a votação do polêmico pacote de Greca na Ópera de Arame. A decisão foi tomada em sessão extraordinária na última sexta-feira (23). Com a presença de 32 dos 38 vereadores, a ideia foi aprovada por 21 votos a 10, 1 a mais que o necessário. A mudança da sede da Câmara Municipal de Curitiba valerá para as sessões desta segunda (26) e terça-feira (27), a partir das 9h. A sugestão foi apresentada em reunião na Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR). O titular da pasta, Wagner Mesquita, disse que 100 pessoas podem acompanhar a sessão dos camarotes da Ópera de Arame. A Pedreira Paulo Leminiski, ao lado, deverá receber a mobilização dos servidores. Representantes dos sindicatos presentes na reunião contestaram a mudança, assim como os servidores que acompanharam a sessão extraordinária. Segundo o parágrafo único do Regimento Interno, “na impossibilidade do funcionamento em sua sede, a Câmara Municipal poderá reunir-se, temporariamente, em outro local, mediante proposta da Mesa, aprovada pela maioria absoluta [20 vereadores] dos membros da Casa”. Votaram a favor da medida: o presidente da Casa, Serginho do Posto (PSDB), e os vereadores Bruno Pessuti (PSD), primeiro-secretário; Colpani (PSB), Dona Lourdes (PSB), Dr. Wolmir Aguiar (PSC); Fabiane Rosa (PSDC); Geovane Fernandes (PTB); Julieta Reis (DEM), terceira-secretária; Katia Dittrich (SD); Maria Manfron (PP); Mauro Bobato (Pode); Mauro Ignácio (PSB), segundo-secretário; Oscalino do Povo (Pode); Osias Moraes (PRB); Paulo Rink (PR); Pier Petruzziello (PTB), líder do governo; Sabino Picolo (DEM), vice-líder; Thiago Ferro (PSDB); Tico Kuzma (Pros), primeiro vice-presidente; Toninho da Farmácia (PDT), segundo vice-presidente; e Zezinho Sabará (PDT). Os votos contrários à mudança temporária foram de Beto Moraes (PSDB), Cacá Pereira (PSDC), Felipe Braga Côrtes (PSD), Goura (PDT), Helio Wirbiski (PPS), Marcos Vieira (PDT), Maria Leticia Fagundes (PV), Professor Euler (PSD), Professora Josete (PT) e Professor Silberto (PMDB). Rogerio Campos (PSC) não votou. Argumentos contrários e a favor Cinco vereadores foram à tribuna debater a mudança proposta pelo secretário estadual de Segurança Pública. Professora Josete (PT), Maria Leticia Fagundes (PV) e Goura (PDT) falaram contra a medida, enquanto Pessuti e Mauro Ignácio defenderam a iniciativa. À imprensa, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da seccional Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), Alexandre Salomão, avaliou como “bastante acertada esta decisão da Câmara, onde vai oportunizar que as pessoas possam se manifestar inclusive durante a votação, com a condição de segurança para as pessoas que permanecerão fora [na Pedreira]”. Primeira inscrita no debate, Professora Josete argumentou que “com que cara vamos ficar?”. “Isso aqui vai ser matéria de Jornal Nacional. Por que será que os servidores estão revoltados?”, ironizou. “Estou em meu quarto mandato e é a primeira vez que vejo isso. Isto [a mudança] está sendo feito para fugir do povo. Eu acredito que a atitude mais decente seria que todos os vereadores assinassem os requerimentos para a retirada dos regimes de urgência.” Na sequência, Maria Leticia, que não integra a bancada de oposição, afirmou que “não podemos sair de onde juramos [ao tomar posse] defender a democracia”. “Minha vida foi de ponderação e de mediação. A questão de segurança não nos diz respeito”, continuou. Também favorável à realização das sessões na Câmara, Goura defendeu que a “bola de neve” começou com a aprovação dos quatro regimes de urgência. Para ele, o debate deve ser ampliado. “Que tenhamos um amplo seminário sobre o IPMC, com o Ministério da Fazenda.”

27 de outubro de 2020

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