Paranaenses no centro das decisões da República


No xadrez da crise política brasileira, muitos personagens do Paraná devem protagonizar lances decisivos nesta semana. A maior expectativa é sobre o empresário e ex-deputado Rodrigo da Rocha Loures. Preso desde a semana passada, sua defesa garante que ele não fará “delação premiada”, no entanto, a pressão de estar em uma cela do presídio da Papuda pode pesar sobre uma possível mudança de ideia.

O pai de Rocha Loures, que também se chama Rodrigo, procura uma forma de tentar salvar o nome da família e da empresa e estaria pressionando o filho a colocar para fora os “podres” do presidente Temer. Este aspecto tem pesado sobre os aliados do presidente, que trabalham dia e noite para afastar os pontos mais agudos da crise.

Outro personagem, que embora seja gaúcho tem toda a sua trajetória de atuação no Paraná é o ministro Luiz Edson Fachin. O relator da Lava Jato no Supremo foi o assunto político dos últimos dias, uma vez que pessoas ligadas a Temer revelaram que o presidente estaria voltando as sua baterias contra ele.

A verdade é que Fachin recebeu apoio de petistas para assumir a vaga no STF e nesta campanha para conquistar os votos necessários ele teria viajado em um jato da JBS e é este ponto que a equipe de Temer pretende bater para desacreditar o ministro, que tem o poder de levar o presidente para um julgamento no plenário do Supremo, caso a Câmara autorize.

Tudo vai depender da decisão do PSDB de permanecer ou não na base do governo. Os tucanos têm reunião marcada para esta segunda-feira (12) e se decidirem se afastar do peemedebista, o governo estará condenado. Mas tudo indica que a divisão do partido impeça uma decisão ainda hoje.

Na espera

Outros dois personagens que tiveram papel marcante até recentemente estão fora da mídia no momento, mas podem voltar a qualquer hora. O juiz Sérgio Moro tem em suas mãos uma decisão sobre o ex-presidente Lula, no caso do triplex. Se Moro decidir condenar o ex-presidente pode tirar o foco da atual crise de Temer.

O procurador Deltan Dalagnol, por sua vez, terá a tarefa de mobiliar sua equipe e a opinião pública para manter a Operação Lava Jato viva, na contramão do que quer o presidente Temer. A única possibilidade de vitória de Dalagnol é a opinião pública, uma vez que Temer parece ter a seu lado a maioria do mundo político.

24 de outubro de 2020

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