Grupo estava espalhado pela Região Metropolitana de Curitiba
Uma operação conjunta entre a Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Federal, realizada no último final de semana, acabou com atuação da quadrilha que vinha utilizando materiais explosivos para violar caixas eletrônicos no Paraná. As forças policiais puderam identificar e prender três dos integrantes da quadrilha e apreender 77 bananas de dinamite.
Deflagrada desde o último sábado (04), a operação teve como objetivo cumprir uma série de mandados de busca e apreensão e de mandados de prisão nas cidades de Curitiba, Campina Grande do Sul, Almirante Tamandaré e Campo Mourão. Um dos suspeitos reagiu à prisão com disparos contra a PM, em Campo Mourão, mas acabou morto. A polícia procura ainda três foragidos que tiveram seus mandados de prisão preventiva decretados, mas não tinham sido localizados até esta segunda-feira (06).
Um dos alvos dos mandados era Lucas da Paixão Ferreira, que estava foragidos da Colônia Penal Agrícola. Ele acabou morto ao entrar em confronto com a PM. “O departamento de inteligência da Polícia Civil descobriu que ele (Ferreira) planejava um assalto a uma agência bancária de Campo Mourão. Foi aí que, com solicitamos o apoio da Polícia Militar, que abordou o suspeito”, revela o delegado-titular da Delegacia de Furtos e Roubos, Rodrigo Brown. Segundo ele, a pistola que estava em poder do suspeito foi apreendida.
Outros dois suspeitos, Renan de Lima Dugonski, 22 anos, e Jânio Alves Martins, 33, foram presos em Campina Grande do Sul, enquanto José Ulisses dos Santos, de 28 anos, foi detido em Almirante Tamandaré. Com este último, a polícia encontrou os explosivos, além de uma vasta quantidade de materiais usados na detonação, como pavios, cordéis detonantes e outros artefatos.
De acordo com o delegado Rodrigo Brown, as investigações para identificar a quadrilha começaram em outubro do ano passado, quando, logo após o roubo de explosivos de uma pedreira de Almirante Tamandaré, aconteceu a primeira investida contra um caixa eletrônico, na Vila Hauer, em Curitiba. “Depois a quadrilha começou a agir em outras localidades da Região Metropolitana. Eles efetuaram explosões em Bocaiuva do Sul, que também atingiu a sede daquela prefeitura. Depois agiram em Agudos do Sul e em algumas outras cidades da RMC, culminando com a última explosão num auto-shopping, na capital, no mês de janeiro”, conta.
O delegado revela que as investigações continuam no sentido de prender os outros três foragidos, para os quais foram expedidos os demais mandados de prisão. “Há foragidos que esperamos prender nos próximos dias. Certamente nesta semana devemos zerar essa quadrilha e partir para a investigação de outras que atuam em Curitiba. O que fica claro, com essa ação é que, com a união das polícias essa quadrilha caiu e as outras vão cair também. Nós esperamos que esse tipo de delito não aconteça mais no estado do Paraná”, conclui.


