Histórias | Blog do Afonso


Postado em 'Histórias'

Do fundo do baú

Postado por afonso em 20/08/2009 em Histórias
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Esta é lá do fundo mesmo, o intrépido piloto deste super Doginho 1.800 é o meu amigo Paulo de Tarso, conduzindo o carango nas 6 horas de Tarumã de 1976, em dupla com Arlindo Marx. É mais uma prova de que temos história mas continuamos na luta. Daqui o meu melhor abraço ao amigo que anda cabisbaixo depois do incendio da nossa querida Action Power. Não há de ser nada não Paulo, Deus sempre reserva outras conquistas para nós.


Mais uma história

Postado por afonso em 03/01/2008 em Histórias
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Era lá pelos idos de 1982, circuito de Tarumã, cidade de Viamão na região metropolitana de Porto Alegre. Naquela época a pilotaiada ficava hospedada em um hotel na Av. Farrapos, onde estavam localizadas as principais casas de tolerância de Porto Alegre e lugar preferido da meninada para descarregar o stress no fim do dia. Como todos eram jovens e solteiros a coisa rolava sem culpa e com muita desenvoltura. A história de hoje não é sobre isto e sim para contar uma passagem que ocorreu comigo e um piloto paulista de apelido Sok. O Sok era um cara esquisitão que tinha sido preso porque plantava maconha no quintal de casa perto de Interlagos, em São Paulo. O mais interessante é como a polícia descobriu a “lavoura”do rapaz. O Sok despediu um mecânico que trabalhava com ele e, como a oficina era na garagem, o meca já tinha visto o cultivo do quintal. Contrariado com a demissão foi até a delegacia mais próxima e entregou o agricultor Sok para “os home”. Pois bem: estava eu largando em segundo lugar e disputando o título da Fórmula Ford com um gaúcho, justo em Tarumã, quando aconteceu que meu carro “tossiu”( engasopou ou engasgou ou afogou) e eu larguei mal, caindo algumas posições. Para piorar, assim que consegiu sair do lugar o Sok passou por cima da minha roda dianteira esquerda desalinhando minha barata. Fiquei furioso, ele sabia que eu estava na briga e não poderia ter feito aquilo comigo, porém eu tinha um tíltulo a conquistar, portanto olhei para a frente e como o carro estava bom, apesar de tudo, fui para cima da moçada e consegui ir passando um a um até chegar ao segundo lugar. Na minha frente só o tal do gaúcho que eu tinha que passar. Cheguei a abaixar a cabeça dentro do cockpit, tentando melhorar a aerodinâmica, para ganhar alguns décimos de segundo e chegar no cara. Minha estratégia estava dando certo e eu já tirara alguma diferença, me fazendo crer que passaria o adversário. Eis que o imponderável aconteceu, meu carro parou na pista por pane elétrica. Na hora, primeiro veio a frustração, depois a raiva. Eu praticamente tinha perdido a chance de ganhar o campeonato e ainda tinha que assistir meu oponente chegando em primeiro. Fui andando para os boxes e imaginando o número de pancadas que eu iria dar no tal do Sok, que apesar de não ter nada a ver com a pane no meu carro, foi o escolhido por mim (não sei porque) para ser meu alvo. Afinal eu tinha que descarregar em alguém. Cheguei na área de pit e fui direto ao box dele e parti para cima. Como sempre, chegou a turma do deixa disso e impediu que eu chegasse muito perto. Sok, vendo a minha ira colérica mas com a fala mais mansa do mundo me disse : “ô Rangel me desculpa, você sabe que eu sou doidão”. Eu comecei a rir de vergonha por querer brigar com um cara que vivia no mundo da lua. Tempos depois me elegi presidente da associação de pilotos e propus a criação de exame anti doping e o Sok desistiu de correr de carro para o bem do esporte. Nas férias das corridas a gente fica lembrando estas e outras, em breve conto mais.